Se você ficou de olho no burburinho entre Sony e Tencent nos últimos meses, já sabe que a treta foi grande. Mas agora, finalmente, veio o desfecho: a disputa judicial envolvendo o polêmico jogo Light of Motiram chegou ao fim. E sim, com acordo confidencial, jogo fora do ar e silêncio total dos envolvidos.
Mas o que rolou de verdade? Por que isso importa? Vem entender essa história que movimentou o mundo dos games e levantou discussões sobre direitos autorais e criatividade na indústria.
O que motivou a disputa judicial entre Sony e Tencent?
A treta começou oficialmente em julho de 2025, quando a Sony processou a Tencent, alegando que o jogo Light of Motiram era praticamente um espelho de Horizon Zero Dawn.
Logo de cara, a acusação chamava atenção:
- Protagonista parecida com Aloy, até no visual
- Robôs com design animal muito similar ao universo de Horizon
- Materiais promocionais e trailers que remetiam ao mesmo estilo e atmosfera
Para a Sony, era mais do que coincidência: tratava-se de violação de direitos autorais e marca registrada. Além disso, a empresa argumentava que a semelhança poderia confundir o público e prejudicar sua franquia de sucesso.
Tencent reagiu: defesa ou provocação?
Por outro lado, a Tencent não ficou calada. Na resposta ao processo, a gigante chinesa defendeu que Light of Motiram era um projeto original e que a Sony estava, na verdade, tentando “monopolizar elementos de gênero” que são comuns em jogos de ação e ficção científica.
Segundo eles, o jogo era uma evolução de propostas antigas, inclusive de uma tentativa de parceria para levar Horizon ao mobile — que não foi pra frente. A narrativa parecia indicar: vocês não quiseram, agora é tarde demais.
Mas a verdade é que, com o julgamento se aproximando, ninguém queria correr o risco de perder publicamente.
Acordo nos bastidores: jogo fora do ar e caso arquivado
Na véspera do confronto judicial, as empresas resolveram mudar de estratégia. Nos bastidores, fecharam um acordo confidencial, o processo foi arquivado “com prejuízo” (o que impede que ele seja reaberto) e o jogo sumiu das lojas digitais como se nunca tivesse existido.
Sim, tanto na Steam quanto na Epic Games Store, Light of Motiram foi completamente retirado do ar.
E o mais curioso? Nenhuma das partes quis comentar publicamente. O silêncio — nesse caso — diz muita coisa.
O que esse embate revela sobre o futuro da indústria?
Além da disputa em si, o caso entre Sony e Tencent levanta discussões importantes sobre os limites entre inspiração e cópia, principalmente em uma indústria onde:
- Gêneros se repetem
- Personagens têm traços parecidos
- E a linha entre homenagem e plágio é cada vez mais tênue
Com tantos projetos sendo desenvolvidos ao mesmo tempo e a pressão por inovação, casos assim devem se tornar cada vez mais comuns.
E embora o jogo tenha sido apagado das lojas, a repercussão foi grande o suficiente para marcar a história recente dos games — especialmente pela tensão entre duas potências que também são parceiras em outros negócios.
Aliás, se você está acompanhando o que a Sony tem feito recentemente, aproveita pra conferir os títulos da PS Plus de dezembro — já foram confirmados os jogos que chegam nos planos Extra, Deluxe e Essential. Só título de peso!
Conclusão: Sony venceu — mas o mercado todo está de olho
Mesmo sem alarde, a verdade é que a Sony conseguiu o que queria: evitar o lançamento de um possível clone do seu universo pós-apocalíptico.
Já a Tencent, ao que tudo indica, preferiu preservar sua imagem e manter portas abertas para futuras colaborações com a rival — e parceira ocasional.
No fim, o caso deixa uma pergunta no ar: onde termina a inspiração e começa a cópia?
Só o tempo — e novos processos — dirão.







