Tem encontros que fazem sentido, e tem aqueles que só podem ter saído da mente de alguém completamente fora da realidade — como O Lobo vs O Máskara. E isso é um elogio.
Neste crossover caótico entre dois dos personagens mais absurdos das HQs, a gente esquece lógica, estrutura narrativa e até leis da física. O que sobra? Uma avalanche de violência cartunesca, humor negro, planetas explodindo, realidades colapsando e gargalhadas sem explicação.
Se você nunca ouviu falar desse embate ou quer relembrar por que ele é tão lendário, vem comigo que eu te conto tudo.
Quem é quem: Lobo e Máskara não têm limites
Antes de qualquer coisa, vale lembrar quem estamos colocando frente a frente aqui:
- O Lobo: caçador de recompensas intergaláctico da DC, um czarniano imortal que já enfrentou o Superman, matou a própria raça só por diversão e resolve tudo na base da força bruta, sarcasmo e explosões.
- O Máskara: a entidade do caos da Dark Horse, uma criatura que surge quando alguém usa a lendária máscara de Loki. O resultado é sempre o mesmo: a pessoa se transforma num ser cartunesco e completamente desequilibrado, com habilidades ilimitadas e gosto por destruição gratuita.
Separados, eles já são um perigo. Juntos? A definição de apocalipse.
A trama? Esquece. Aqui é caos do começo ao fim

Tudo começa com Ira Staub, um ladrão fracassado que encontra a Máscara em um beco — e, ao colocá-la, se torna o Máskara. Do outro lado do universo, o Lobo está curtindo suas férias quando recebe uma proposta: capturar a criatura responsável por uma onda de destruição na Terra. Valor da recompensa? Um bilhão de créditos.
A partir daí, o que se desenrola é um festival de absurdos: o Máskara se transforma em boxeador, narrador de luta, criatura de desenho animado e até crítico de cinema da própria batalha. Lobo, por sua vez, responde com socos, motosserras, canhões e piadas nojentas.
Não há enredo firme. Há uma sequência de cenas planejadas para fazer você gargalhar de tão ridículas que são — e isso é exatamente o charme da coisa.
Destaques da pancadaria interplanetária
Aqui vai um gostinho das loucuras que rolam em O Lobo vs O Máskara:
- O Máskara engole o Lobo inteiro, que abre caminho com uma motosserra de dentro do estômago.
- Eles são reduzidos a cabeças, mas continuam lutando com línguas armadas.
- O Lobo coloca a Máscara em si mesmo (sim, isso acontece) e vira um demônio cósmico destruidor de galáxias.
- A história volta no tempo e se amarra em looping, com versões passadas e futuras dos personagens se encontrando.
- Até o editor da HQ é atacado por tentar impor um roteiro mais “normal”.
Sério. Nada disso faz sentido. E é por isso que funciona tão bem.
Lobo com a Máscara: o fim da sanidade
O ponto alto (ou fundo do poço, dependendo do seu senso de humor) é quando Lobo decide usar a máscara. Se ele já era o ser mais destrutivo da DC, com a Máscara se torna praticamente uma força da natureza.
Ele destrói planetas, passa por buracos negros, viaja no tempo, se encontra consigo mesmo e engana até sua versão do passado — tudo isso em questão de páginas.
É o tipo de história que te faz perguntar: “Por que estou lendo isso?” e, segundos depois, “Por que estou rindo tanto disso?”
Um crossover que respeita a essência dos personagens
Mesmo sendo completamente surtado, O Lobo vs O Máskara entrega algo raro: respeita a natureza dos dois personagens.
O Máskara continua sendo o agente do caos imprevisível e indestrutível, enquanto o Lobo mantém sua postura durona, destruidora e sarcástica. A união entre os dois é como uma briga de bar entre deuses bêbados — você não entende nada, mas não consegue parar de assistir.
Conclusão: O Lobo vs O Máskara é puro caos (e pura diversão)
Se você procura uma HQ com começo, meio e fim bem definidos, passe longe. Mas se quiser rir de situações bizarras, ver dois personagens desafiando tudo o que é possível e se deliciar com uma obra que só existe para ser insana, O Lobo vs O Máskara é leitura obrigatória.
Prepare-se para explosões, piadas de gosto duvidoso, metalinguagem, referências bizarras e um final tão doido quanto o início.
No fim, a única regra é se divertir — e nessa briga, todo mundo sai perdendo… a sanidade.





